Projeto de Educação em Saúde Ambiental, no Água Limpa, teve visitas domiciliares e atividades nas escolas visando o combate ao Aedes Aegypti

 Uma equipe com trinta profissionais participou na manhã desta quarta-feira, dia 15, do projeto de Educação em Saúde Ambiental de enfrentamento ao Aedes Aegypti no bairro Água Lima, em Volta Redonda. A ação foi realizada através de uma  parceria pelas secretarias de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental; de Meio Ambiente; de Educação; de Infraestrutura; de Ação Comunitária; e o Escritório de Gerenciamento de Projetos. Além da cooperativa Reciclar VR, que disponibilizou um caminhão para recolhimento de material reciclável. 

Durante toda manhã, das 8h ao meio-dia, houve atividades. O dia começou com Roda de Conversa na Unidade Básica de Saúde da Família Água Limpa. A coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Volta Redonda, Janaína Soledad, conversou com os membros do grupo Terceira Idade em Momento, do bairro, para torná-los multiplicadores das ações de combate ao Aedes.

“A participação da comunidade é crucial para o êxito no trabalho de combate ao Aedes, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os moradores devem vistoriar os imóveis uma vez por semana para identificarem possíveis focos do mosquito. Pois o ciclo de vida do Aedes se completa em um intervalo de 7 a 10 dias”, explicou.

As mesmas orientações foram passadas pelos agentes de endemias durante visitas às casas da Avenida Felipe dos Santos e das ruas Jasmins, Rio Negro e Santa Luiza, no mesmo bairro. Lembrando que levantamentos anteriores apontam que a maioria dos focos está dentro das residências em bebedouros de animais, pratinhos de plantas, brinquedos de crianças e outros.

Durante a caminhada pelo Água Limpa e nas visitas domiciliares, cooperados da Reciclar VR aproveitaram para recolher material reciclável. Shirliane Neves da Silva, que trabalha como catadora de resíduos sólidos há nove anos, aprovou o resultado.

“Em menos de um quilômetro de caminhada, já recolhemos cinco sacos de 200 quilos de garrafas pet, latinhas de cerveja e refrigerante e outros vasilhames como caixa de sorvete”, disse, acrescentando que parte do material recolhido será destinado ao CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) do bairro para confecção de artesanato.

Ivonilde de Souza Martins, moradora da Avenida Felipe dos Santos há mais de 50 anos, recebeu a equipe da Vigilância Ambiental. Apesar de ter muitas plantas no jardim, não foram encontrados focos do Aedes. “Procuro manter os vasos sem pratinhos para não acumular água e evitar a dengue. Como tenho gatos, também estou vigilante às vasilhas de água”, contou.

Raniele de Paulo Tavares, comerciante na mesma rua, recebeu orientação dos agentes sobre armazenamento das garrafas vazias e fez doações para o Reciclar VR. “Temos que receber a equipe de prevenção à dengue e seguir as orientações para evitar a proliferação do Aedes Aegypti”, disse.

De acordo com o secretário de Saúde de Volta Redonda, a prevenção é uma preocupação da atual gestão municipal. “Começamos o trabalho de combate ao Aedes Aegypti desde o inverno para que a população tenha um verão traquilo”, disse, lembrando que o ovo do mosquito pode eclodir em até 400 dias, mais de um ano depois, se estiver em local seco.

E o prefeito do município, Samuca Silva, pediu a colaboração da população no combate ao Aedes Aegypti. “As ações de prevenção realizadas pela prefeitura devem servir de exemplo para os moradores. Os nossos agentes ensinam como fazer e nós ficamos responsáveis por repetir a vistoria periodicamente”, ressaltou.

Prevenção ao Aedes também foi abordada nas escolas do bairro

A equipe da Vigilância Ambiental realizou atividades na Escola Municipal Juracy Varanda e no Centro Municipal de Educação Infantil Alkindar Cândido da Costa. As crianças de até dez anos assistiram a vídeos educativos e participaram de bate papo sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti.

De acordo com a agente de Educação em Saúde da Vigilância Ambiental, Janaína Aparecida, o tema pode ser abordado e assimilado em qualquer idade, basta usar a linguagem adequada. “Para os pequenos, usamos atividades lúdicas, mas sempre com o objetivo de torná-los multiplicadores do cuidado para evitar a proliferação do Aedes”, disse.

Após a exibição de vídeo de fantoches “Quem Conhece Esse Mosquito?”, alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Alkindar Cândido da Costa, mostraram que entenderam o recado. Ana Helena e Daniel, ambos com quatro anos e alunos do maternal 3, pediram logo para falar.

“Já sei o nome do mosquito e vou falar em casa para não deixar água parada”, disse Ana Helena. Já Daniel se mostrou preocupado com as doenças que o Aedes provoca. “Se a gente ficar doente, não come direito, não pode brincar e tem que ir ao médico”, contou.

Houve ainda atividade na Escola Estadual Rotary, coordenada pela equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Estudantes com idades entre 13 e 17 anos participaram de palestra sobre cuidados ambientais e consumo consciente.