Rede municipal de Saúde Mental inclui cinco Caps e leitos para internação de curta permanência no Cais Aterrado

 No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, nesta sexta-feira, 18 de maio, Volta Redonda comemora o sucesso das quatro Residências Terapêuticas implantadas no município. As quatro casas abrigam 30 pessoas. Nas unidades da Vila Santa Cecília, Sessenta e São Luiz, as duas últimas mistas, estão oito moradores; no Casa de Pedra moram seis pessoas. As Residências Terapêuticas garantem assistência integral a pessoas com transtornos mentais egressos de instituições de internação de longa permanência.

De acordo com a coordenadora das Residências Terapêuticas em Volta Redonda, Rosane Prado, assistente social que atua na área de Saúde Mental há 24 anos, o funcionamento das casas têm foco no resgate do convívio social, propiciando a construção de um espaço promotor de autonomia e de novo significado da vida cotidiana. Por meio dos CAPSs (Centros de Atenção Psicossocial), é trabalhada a reabilitação psicossocial e a reaproximação com a família.

“Nosso maior cuidado é para não transformar essas residências em mini manicômios. Respeitamos o direito dos moradores como cidadãos e damos condições de voltarem a ter uma vida com qualidade. Também é oportunizada a vivência de escolhas. Eles definem, por exemplo, como e quando cortar os cabelos”, explicou Rosane.  

O morador da casa do bairro Sessenta, Pedro Hyan dos Reis, de 27 anos, que está em residência terapêutica desde 2014, é um exemplo do sucesso desse sistema de cuidado. No último dia 9 de maio, ele comemorou aniversário com churrasco, bolo e a presença dos familiares e amigos. “Gosto da minha casa, das pessoas que moram comigo e, nas horas vagas, gosto de desenhar. Também gosto de ir às lanchonetes da Vila Santa Cecília”, afirmou Pedro, que tem renda própria, administrada por um curador, assim como os outros moradores. Para sair, ele conta com a companhia de um cuidador.

No dia a dia das Residências Terapêuticas os moradores contam com o apoio de cuidadores que são responsáveis, por exemplo, pelos serviços de limpeza e cozinha. Para atender as quatro casas, os moradores contam com enfermeira, nutricionista, auxiliar administrativo e motorista.

A prefeitura de Volta Redonda é responsável pelo aluguel das casas, pela alimentação básica, pelos profissionais da assistência, além dos remédios fornecidos pela Farmácia Municipal. Outros itens são comprados pelos próprios moradores, como os de higiene pessoal, ou divididos como a TV por assinatura.

 O secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, reafirma que a ressocialização, a integração com os espaços da cidade e o convívio social para egressos de instituições de longa permanência são os principais objetivos das Residências Terapêuticas. “Para promover essa integração, o Dia da Luta Antimanicomial, será comemorado no fim do mês de maio com almoço para todos os usuários do Programa de Saúde Mental do município, no CAPS do Jardim Belvedere”, afirmou.

 SAÚDE MENTAL – Além das Residências Terapêuticas, Volta Redonda conta com três CAPS Adultos (CAPS Vila Esperança, CAPS Usina de Sonhos e CAPS Sérgio Sibilio Fritsch, no Jardim Belvedere), um CAPS para crianças e adolescentes (CAPSi Viva Vida, na Vila Mury), um CAPS para usuários de álcool e outras drogas (CAPS AD).

O Programa de Saúde Mental ainda dispõe do Espaço de Cuidado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, no Estádio Raulino de Oliveira. O Espaço de Cuidado é um ambulatório de Saúde Mental adulto, que atende usuários em sofrimento – com depressão, tendência suicida, etc.