Gosto de conversar com quem me conhece a ponto de saber quem eu sou de verdade.

Durante a terapia eu tenho aprendido a ser mais ouvinte e a usar aqueles 30 segundos de raciocínio para decidir se respondo ou me calo. Depois de muitos meses eu me permiti conhecer alguém e, falei para uma amiga como estava sendo difícil controlar minha intensidade para não trocar os pés pelas mãos, e que às vezes eu me sinto sufocada em mim mesma, parece que estou me afogando nas palavras que engulo. Não falar o que penso e sinto me sufoca porque sempre fui espontânea e sempre gostei de tudo no máximo. Eu gosto de sorrir no máximo, chorar no máximo, minhas respostas, na maioria das vezes impensadas, saem do coração. Ser quem não sou me deixa insegura e ansiosa. Foi então que ouvi lindas palavras, que me fizeram refletir sobre o orgulho de ser quem eu sou.

Minha amiga simplesmente falou: “então tente se amar do jeito que você . Entendeu? Se é intensa, seja intensa. Você está sufocada porque não está sendo você, está se tolhendo muito. Não faça isso, você não precisa disso. Você precisa de calmaria, de alguém que te escute e que seja porto seguro. Você está tentando ser outra pessoa. Seja você. Quem quiser, vai querer assim do jeitinho que você é, sem mudar nada. Você em primeiro lugar. Você fazendo o que te agrada, sem ligar para o que os outros pensam. Não existe um comportamento padrão, nem imposto, você é o que é. Você é maravilhosa do jeitinho que é. Seja o que você procura no outro senão, é como se você quisesse batatas e plantasse cenouras.”

O texto de hoje é dedicado a minha doce amiga Liliane Regailo, que me faz sempre enxergar meu melhor lado. Pense nisso você também

05 de Fevereiro de 2020

Cris Sil