Bairro tem cerca de 4 mil moradores, e assistência profissional para empresas

O bairro Ponte Alta em Volta Redonda, com cerca de 4.193 habitantes (Censo IBGE  2010), 24 ruas e duas avenidas, tem 70,6% de moradores na faixa etária de 15 a 64 anos, 16,9% de jovens( 0 a 14 anos) e 9,1% de idosos com mais de 65 anos. A Avenida Sérgio Braga que vai até a divisa com Barra Mansa  recebe maior concentração do seu comércio diversificado. Concessionárias de veículos, empresas que oferecem de equipamento industrial a montagem para qualquer tipo de comércio são atrativos do bairro.

“O bairro é predominantemente de comércio, pouco residencial. É um cartão de visitas para quem chega a nossa cidade, porta de entrada para os vizinhos. Todo o investimento público aqui é muito bem vindo para uma boa imagem porque ficamos muitos anos esquecidos. Temos muita esperança com o governo do prefeito Samuca Silva que está olhando pelos bairros”, diz o comerciante José Braz, 63 anos. Ele informou que chegou nos anos 70, quando o movimento era bem menor.

O vendedor Dione de Araújo, 27 anos, é direto: “Quem deseja montar o seu comércio, não precisa procurar em outro local, perder tempo. Vem aqui na Ponte Alta que temos tudo para o seu comércio, de montagem, assistência técnica à venda dos equipamentos”, comemora.

São agências autorizadas nas vendas de veículos novos e seminovos de várias grandes marcas, corretora de seguros, lojas  de portas de madeiras, bancos, mesas, balanças industriais, balcões e fornos, projetos e montagem industrial para todo tipo de comércio, fabricação inox galvanizado, vidros automotivos, auto escola, vendas de computadores, material elétrico, choperia, padaria e bares, além de supermercado, uma rede paulista que emprega 135 funcionários.

“O grupo tem mais de 50 lojas em São Paulo e já vamos comemorar o 6º ano em Volta Redonda. E por ser uma via de entrada e saída da cidade, os patrões estão satisfeitos com o investimento porque a clientela vem aumentando com a visibilidade que temos”, diz Weverton Palmeira, gerente da grande rede de supermercado.

Saudoso dos tempos em que viu o bairro nascer, hoje aposentado da antiga estatal CSN (Companhia Siderúrgica Nacional),  o mineiro de Rio Preto, Geraldo Joaquim da Costa, 75 anos, fala dos tempos difíceis superados:

 “Isto aqui era puro mato, poucos barracos.  A animação veio com o forró do Zé Arlindo que mudou de local três vezes,  os bares Mineirinho e Zuretão.  Onde era Siderlândia, era uma ilha. Para chegar aqui, na Ponte Alta, usei muito uma balsa para atravessar o rio Paraíba. Não tinha nem a fábrica de cal. Há 60 anos  não dava para imaginar que iria desenvolver tanto como a Ponte Alta é hoje”, destaca Geraldo Costa. Ele conta que a opção era vim de moto (lambreta), bicicleta, cavalo ou a pé pela Avenida Presidente Kennedy que dá acesso ao Ano Bom, em Barra Mansa.

Este crescimento do comércio no bairro é atestado por outros comerciantes e empresários “O bairro é muito bom, tem uma segurança permanente”, alega Fernando Gomes, há 2 anos com  uma empresa de bateria. Há cerca de 36 anos no mesmo endereço comercial,Hamilton Sampaio Filho, que mora em Barra Mansa, afirma ‘estar satisfeito’ com a procura dos clientes pelos seus produtos, portas residenciais e comerciais de madeiras nobres, com a produção vendida em todo o sul fluminense.

As ruas de nomes mais conhecidas são, Tirana, Trieste, Patrício Galdeano, Berlim, Bucareste, Duque Umbelina Ferreira, Oslo, José Miguel, Dom Pedro I, Dom Pedro II, Avenida Eulampio da Silva, Sérgio Braga, Miguel da Fonseca Rego, Osmarino de Oliveira Novais, Zurique, Vice-Prefeito Wilson Paiva.  Os imóveis são valorizados pelo mercado, sendo que apartamentos de 3 quartos, suíte, garagem(uma vaga), são vendidos por R$ 215 mil a R$ 250 mil.