Neste mês de março, completamos dois anos de #TeViNôÔnibusVR e, para comemorar, estamos pensando em uma coluna ainda mais especial para esta edição. Por isso, escolhemos duas postagens, lá de 2015, para relembrar e mostrar para vocês. As duas histórias são reais e contam as paixões que os titios tiveram nos busões da vida. Aprimeira é do #Motor e a sua crush do Circular 15.

“Lembro como se fosse ontem. Estava eu no ônibus, lotado como sempre, voltando da faculdade em um dia chuvoso e chato. Estava com o fone de ouvido e com a cabeça na janela, como se fosse um clipe de uma música mimimi qualquer. Até que uma morena, cabelos enrolados e de óculos de grau subiu no ônibus. Meu Deus, apaixonei! Estava sentado sozinho, mas fiquei torcendo para ela não sentar do meu lado, afinal, seria estranho ficar encarando alguém muito perto. Deus ouviu minhas orações e ela sentou dois bancos na frente. Ângulo perfeito para ficar admirando aquela beleza ímpar e começar a construir, na minha mente, nossa linda história de amor. Fiquei imaginando qual seria seu nome, sua idade, onde morava, o que gostava…

Enfim, só sei que a cada resposta inventada eu me apaixonava ainda mais. Até que ela deu sinal e desceu. E eu fiquei ali, olhando pela janela e, agora sim, como se estivesse em um clipe de uma música mimimi qualquer.
No dia seguinte, planejei pegar o ônibus no mesmo horário, vai que o raio caía duas vezes no mesmo lugar.

E caiu. Novamente ela subiu no ônibus, com seus cabelos enrolados e um charme único. Droga, lá estava eu
relembrando a nossa história de amor. E assim foi acontecendo durante uma semana.

Eu sempre pegava ônibus no mesmo horário e, quando ia chegando perto do ponto que ela costumava pegar, o coração acelerava e ela subia. Parece tolo, mas não sei o porquê de eu não falar com ela, mas aqueles 15 minutos
que a ficava admirando era a melhor parte do meu dia. Não sabia o seu nome, mas até confesso que tentei, não sei como, stalkea-la.

Lógico, sem sucesso.

Até que um dia o ônibus parou no ponto dela e ela subiu, linda como sempre, mas de mãos dadas com um garoto. Tentei acreditar que era um amigo, mas no primeiro beijo que deram a “nossa história de amor” foi por água abaixo.

Olhei aquela cena e pensei: “droga, poderia ser eu, mas ela não colabora”. No dia seguinte, peguei novamente ônibus com ela, mas ela “tinha me traído”. Acabou o amor! HAHA”

Triste, né? Mas também temos vitórias. Se liguem na história da Sinal.

“Sabemos que 99% das histórias de amor nos busões não dão certo, mas aquele 1%… Eu, a Sinal, estudava de manhã e, como todo ser humano normal, detestava acordar cedo. Até
que tudo mudou. Oito horas da manhã e eu estava no Dom Bosco, triste por ter abandonado a minha cama, mas é a vida. Foi quando um anjo entrou no ônibus. Ele não
estava de branco e com asas, mas sim com uma blusa do “Aprov”. Nada que diminuísse o encantamento. Do São Luís ao Aterrado não trocamos uma só palavra, mas era cada olhada… Não teve jeito, me apaixonei.

Chegou o meu ponto e eu tive que descer, querendo ficar, mas fui embora. Cheguei na faculdade, mas só conseguia ficar pensando nele. Chegou a hora do almoço e fui abastecer. Chegando ao restaurante, eis que dou de cara com o meu anjo. Lindo, até comendo aquele prato de pedreiro.

Novamente fiquei com vergonha de falar e ficamos conversando só por olhares. Voltei para a aula e decidi: “amanhã, vou pegar o ônibus no mesmo horário”. Acordei cedo, peguei o ônibus e, poucos pontos depois, lá estava ele, me dando um motivo para acreditar que a vida é legal antes do meio-dia.

Novamente, conversamos muito, só por olhares. Aqueles 20 minutos de viagem eram maravilhosos. Até eu ter que descer e ir para a faculdade. Porém, tinha um problema: eu sabia o horário que ele pegava o ônibus, mas não era todo dia que eu precisava ir para a aula cedo. Ah, sem problemas. Mesmo sem precisar, comecei a acordar cedo e ir para a faculdade de manhã. Quem em sã consciência iria acordar cedo só pra ficar trocando olhares com alguém no 320? Eu! E fiz isso durante um bom tempo. Até que ele simplesmente parou de pegar ônibus naquele horário.

Droga. E agora? Seria o fim?

Desacreditei nesse romance e voltei a sonhar, mas agora na cama, dormindo. Entretanto, em um Carnaval qualquer, encontrei com um amigo que foi me apresentar quem estava com ele na casa. E não era que o anjo estava no meio. Ô destino. “Hmm, te conheço de algum lugar”,
já fui logo jogando o verde. “Você mora onde mesmo?” respondeu com um sorriso de quem já manjava dos paranauê. “São Luís e você?”.

“Ah, minha tia mora lá. Passei um tempo morando com ela. Devemos ter nos conhecido na rua”, se fez de bobo pra sobreviver. “Na rua, sei lá, não sou muito de ficar na rua. Acho que foi no ônibus, hein?!”, pronto, mandei a real. “Verdade”, respondeu com um sorriso pra lá de maroto. Pronto, nos pegamos! Foi só aquela vez, mas já posso contar pros meus netos que vivi um romance no 320. HAHA”
Viu? Nem sempre o amor termina no ponto final. Às vezes, você esbarra com ele por aí. E a nossa missão é facilitar esse encontro, para que você não precise esperar até o Carnaval.
HAHA. Beijos e até a próxima Tmj!