O Volta Redonda entra na fase final do campeonato brasileiro da série C.O primeiro turno foi de aprendizado e os alunos de Neto Colucci fizeram bem o dever de casa e terminaram entre os quatro primeiros colocados dando esperanças aos torcedores de um futuro promissor e quem sabe a sonhada promoção a série B a principal meta dos vinte clubes na disputa da terceira divisão.

Contra o Altos o tricolor de aço inaugura uma série de cinco jogos a serem disputados no Estádio da Cidadania, ou seja 15 pontos em casa que poderão fazer a diferença se o time mantiver o índice de aproveitamento conquistado desde o estadual, mas é preciso vencer o maior numero de jogos, pois cada empate poderá ser fatal devido ao grande equilíbrio entre os competidores.

Para os torcedores a esperança, e para os jogadores o que se espera é competência na hora de decidir e muita garra e determinação na hora de representar o clube que pelo seu retrospecto em competições merece subir um degrau a mais em sua caminhada, em busca da consolidação entre os melhores do Estado do Rio.

Boa sorte voltaço !!

Ministério Público denuncia presidente do Flamengo por gestão fraudulenta e envio indevido de recursos ao exterior

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e outras quatro pessoas por gestão fraudulenta e envio indevido de recursos ao exterior. Segundo a denúncia, Landim e os demais acusados atuaram em uma operação financeira que resultou na perda de R$ 100 milhões a fundos de pensão de funcionários de estatais.

De acordo com a ação, que tramita na 10ª Vara da Justiça Federal, o esquema funcionou entre os anos de 2011 e 2016. Além de Landim, o ex-presidente do BNDES, Demian Fiocca, também foi denunciado. O atual presidente do Flamengo e os demais acusados atuaram no Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Brasil Petróleo 1, que captou recursos da Funcef (aposentados da Caixa), Petros (da Petrobras) e Previ (do Banco do Brasil).

Caso sejam condenados, Landim e os demais acusados podem pegar pena de três a 12 anos de prisão, além do pagamento de multa.

Segundo cálculos da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), órgão que fiscaliza os fundos de pensão, a Funcef e o Petros investiram, cada um, R$ 102 milhões no FIP Brasil Petróleo 1, amargando prejuízo de R$ 92 milhões, cada. Já no caso da Previ, o investimento foi menos vultoso, de R$ 76 milhões. A perda foi de R$ 69 milhões.

A denúncia traz ainda que o FIP Brasil Petróleo 1 realizou uma manobra não permitida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para destinar esses valores a uma empresa nos Estados Unidos, com aval de Landim.

O público vai voltar aos estádios, mas ainda falta um plano único

 O Flamengo fez o primeiro jogo com público no Brasil desde que as arquibancadas ficaram vazias por causa da pandemia. Ontem, em Belo Horizonte, a Prefeitura anunciou o retorno parcial do público, com 30% da ocupação a partir do dia 18 de agosto, jogo entre Atlético e River Plate, pela Libertadores. Era inevitável que, mesmo com ainda milhares de casos e mais de mil mortes diárias por Covid-19, o avanço da vacina apressasse o retorno.

Ainda que não pareça o momento ideal, algo já apontado neste espaço algumas vezes nos últimos meses, é inevitável que ocorra. Clubes, muitos deles, têm pressa e querem vender ingressos o quanto antes. E, se vai acontecer, é fundamental então que se discuta um padrão. Claro que cada cidade terá mais ou menos público de acordo com a situação, levando-se em conta número de casos e ocupação de UTI, por exemplo. Mas é preciso que haja uma situação única entre CBF e Conmebol – além, claro, de governos municipais, estaduais e federal. Não pode ocorrer liberação para torneios sul-a americanos e proibição interna.

Para que casos como o do Flamengo não voltem a acontecer: times saindo de suas cidades para buscar praças onde possam disputar seus jogos com público. O plano precisa ser cuidadoso, além de bem organizado. Um sonho difícil quando se trata de Brasil. Mas está na hora de levar a sério uma estratégia que torne o mais segura possível a volta dos torcedores aos estádios de futebol. Para que isso não gere ainda mais riscos do que naturalmente já vai gerar.

Estar nas Olimpíadas já é uma grande conquista

Caio Souza não trouxe medalha, mas estar numa Olimpíada competindo com os maiores ginastas do mundo é sem dúvida uma grande conquista. A exemplo de Thiago Pereira que levou Volta Redonda ao topo do mundo na natação, Caio começou a carreira ainda criança no Clube do Funcionários, onde recebeu as primeiras aulas da professora Claudia, se transferiu para o Flamengo, se preparou no Minas Tênis e chegou ao Japão como representante do Brasil e para o orgulho dos pais; Guttemberg e Rosilene Souza e da população de Volta Redonda

.Caio Souza até figurou nas primeiras posições no começo da final, porque abriu a disputa nos seus principais aparelhos. Finalista da prova nos últimos três Mundiais, ele poderia entrar para o top 10 pela primeira vez, mas uma queda no solo e outra no cavalo com alças derrubou o ginasta para a 17ª posição, somando 81.532 pontos. Diogo Soares, de apenas 19 anos, acabou na 20ª posição em sua primeira final olímpica, com 81,198 pontos.

O ouro mais uma vez ficou com o Japão. Depois de Kohei Uchimira vencer nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016, Daiki Hashimoto manteve a tradição do país e faturou o ouro no individual geral, somando 88,465 pontos. A prata ficou com o chinês Xiao Ruoteng, campeão mundial em 2017, que somou 88,065. Atual campeão mundial, o russo Nikita Nagornyy completou o pódio, com 88,031 pontos.

Amor a família e dificuldade de patrocínio a saga de um campeão

 Ítalo Ferreira conquistou a medalha de ouro no surfe nas Olimpíadas de Tóquio 2020, e após a vitória, seu pai, Luizinho, falou em entrevista no “Bom dia São Paulo”, jornal da TV Globo, sobre as dificuldades que o filho enfrentou no início de sua carreira. “No início foi difícil. É desse jeito. Sem patrocínio, eu não podia dar muito, mas o pouco que eu tinha, eu dividia. Às vezes não tinha dinheiro para pagar as inscrições e usava o dinheiro do peixe. Deixava de comprar o peixe, mas ele ia para o campeonato. Eu levava ele, o pessoal negava patrocínio. Interior, você sabe como é: você está com uma pessoa e não com outra e tem uma perseguição. Mas não levamos

“Eu queria que minha avó estivesse viva para ver o que eu me tornei e consegui fazer. Ver o que consegui fazer pelos meus pais, por aqueles que estão ao meu redor e não sei, não tenho palavras, só agradecer realmente.” Foi com estas palavras que o surfista Ítalo Ferreira traduziu a emoção após a conquista do ouro.

A fadinha do Skate é também exemplo na escola

No bem produzido perfil do Instagram de Rayssa Leal, é difícil encontrar uma imagem em que ela não esteja sorrindo. Mas elas existem: em 22 de fevereiro de 2020, a medalhista olímpica mais jovem da história do Brasil aparece concentrada diante da tela de um computador, lamentando não poder curtir o Carnaval. “Vou ficar aqui de cara nos estudos pra colocar todos os assuntos atrasados da escola em dia”, informa aos seguidores, para emendar a pergunta: “Pensa que vida de atleta é fácil dedicação ?

Rayssa estuda no Colégio Cebama, escola particular de médio porte em Imperatriz (MA), com mensalidades em torno de R$ 500. Em 2015, ano em que o vídeo da Fadinha pulando de skate uma pequena escada viralizou na internet, o pai da menina procurou a escola em busca de uma bolsa. “De pronto acolhemos o pedido”, conta Ana Cláudia Almeida Silva, diretora e proprietária do colégio onde também estuda o irmão menor de Rayssa, Arthur, 7 anos.

Segundo Ana Cláudia, a Fadinha é na escola como apareceu para o mundo nas pistas de skate street: “Garota sapeca, elétrica, solta, descontraída. Cheia de amigos, nunca a vi de cara amarrada”. Hoje no 8o ano, a aluna-celebridade se beneficia de um esquema específico para conciliar a rotina de treinos e estudos. Haroldo, pai de Rayssa, é o principal parceiro no planejamento escolar. “Quando sabe que vai ter falta por conta de uma competição, ele nos informa com antecedência. Aí, preparamos um cronograma específico de reposição de conteúdo por meio de apostilas e conteúdo online”, conta.