Em menos de três meses, funcionários da Cinbal/Inconflandres atingiram a quantidade esperada e ajudaram Taís Maria, de 2 anos, do Rio de Janeiro

Taís Maria tem apenas dois anos e é portadora de microcefalia. Por conta da doença, que causa paralisia cerebral e epilepsia, a criança tem má postura, que pode resultar em escoliose e prejudicar as funções respiratórias. A menina, que mora com a família no Rio de Janeiro, necessitava de uma cadeira de rodas para evitar que tais problemas se agravassem e o que poderia levar anos para ser concretizado ganhou força em menos de três meses, graças à corrente de solidariedade formada por funcionários da empresa Cinbal/Incoflandres, em Volta Redonda, unidos pelo mesmo objetivo de ajudar ao próximo.

A mãe de Taís, Francisca Fabiana Libania da Silva, se divide entre cuidar da casa, do filho de 7 anos e de acompanhar a caçula às terapias, além de visitas insistentes à Defensoria Pública, onde está em processo para adquirir um medicamento para convulsões da menor. “A iniciativa dos funcionários desta empresa foi um belo exemplo de amor ao próximo e vai proporcionar mais qualidade de vida à minha filha, minimizando as lesões causadas pela falta de sustentação da cervical”, emociona-se a mãe e maior heroína na vida da pequena junto ao pai, Marino Ramos. “Participem dessas campanhas humanitárias. Há várias outras crianças precisando. As cadeiras custam cerca de R$ 3 mil e muitas famílias, como nós, não têm condições”.

A ponte entre o grupo da Cinbal e a família de Taís foi feita através da ONG One By One, uma organização sem fins lucrativos que tem como meta proporcionar inclusão social para crianças de baixa renda com necessidades especiais. Foram milhares de lacres juntados que tornaram a vida da família de Taís mais fácil e confortável.

Estevão Alves é técnico de segurança da Cinbal e um dos responsáveis pela iniciativa. Segundo o funcionário, o projeto teve início quando o grupo soube de uma criança da cidade juntando lacres para comprar a própria cadeira de rodas. “Nos aproximamos da família, unimos um grupo de voluntários na empresa, que também comprou a ideia, e começamos a desenvolver a ação, divulgando nas nossas mídias sociais e arrecadando os lacres para ajudar. A criança acabou conseguindo a cadeira por um doador anônimo, mas estávamos tão engajados com a causa e vislumbrados com a ideia, que decidimos manter o projeto e ajudar outras famílias que precisassem”. E assim, o grupo foi juntando uma garrafa, duas, três, e, em um curto espaço de tempo e com grande adesão dos demais funcionários, alcançou um latão de 200 litros, a quantidade que a ONG precisava para ajudar a Taís. “De um em um, conseguimos fazer a diferença”, comemorou Estevão, informando que, na medida em que Taís for crescendo, poderá ir trocando por uma nova cadeira, sob medida, e a anterior será destinada para outra criança. “Essa foi, sem dúvidas, uma ação magnífica, que marcou a minha vida e dos demais participantes. E não vamos parar por aí. A ideia é ajudar outras famílias”, finalizou.

Não é lenda urbana!

De lacre em lacre você pode deixar a vida de uma criança muito mais feliz. Os lacres que fazem parte das latinhas de refrigerantes e outras bebidas, podem se transformar numa grande corrente de solidariedade. Cerca de meia tonelada (770 garrafas pets de 2 litros cheias) equivale a uma cadeira de rodas feita sob medida. Quer ser um apoiador? Faça a campanha na sua empresa, uma gincana entre funcionários, envolva restaurantes, barzinhos, use sua criatividade!