Além das unidades culturais da Fundação Cultura Barra Mansa, atividades serão desenvolvidas também nas escolas municipais; primeira edição será nesta sexta-feira, dia 29

Com o objetivo de proporcionar aos participantes condições de contato com novos saberes da cultura Afro-brasileira e propor reflexões sobre o racismo em todos os âmbitos da sociedade promovendo conceitos como a cidadania, igualdade racial e valorização da identidade, o projeto AfroSaberes, uma parceria entre a Gerência de Promoção da Igualdade Racial (GEPIR) e Fundação Cultura Barra Mansa – FCBM, vem se destacando no cenário do município como ferramenta de produção cultural.

Além das unidades culturais da Fundação Cultura Barra Mansa, as atividades serão desenvolvidas também nas escolas municipais. Na próxima sexta-feira, dia 29, a primeira edição da temporada 2018 será realizada no Colégio Municipal Padre Anchieta, situado à Avenida Cristiano dos Reis Meireles Filho, 905, bairro Vista Alegre. As oficinas serão realizadas de 14 às 16h e terá a participação da jornalista e coach de Carreira e Negócios, Renata Alarcão.

Obedecendo os eixos de trabalho, que irão nortear o planejamento e execução das atividades de acordo com cada público, os alunos da Educação Infantil terão atividades práticas e lúdicas. Os estudantes entre Anos Iniciais (1º ao 5º anos) e Anos Finais (6º ao 9º anos) serão capacitados através de temas como empreendedorismo, cultura e diversidade, saúde, juventude, tecnologia e empoderamento das mulheres.

O gerente da GEPIR, Walmiro Fabiano Junior, explicou o motivo da mudança na metodologia do programa. “Nosso país é o que recebeu a maior quantidade de pessoas oriundas da África. É imprescindível que exista uma reflexão sobre temas como a igualdade, pluralidade e diversidade. Atrelado a todos esses fatores, que já justificam a existência do Projeto AfroSaberes, ainda temos a lei nº 10.639/2003, posteriormente modificada pela lei 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afrobrasileira nas escolas”.

Segundo ele, é necessário abordar ainda o Estatuto da Igualdade Racial, que foi instituído pela lei 12.888, de 20 de julho de 2010. “Essa legislação garante à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Acreditamos que, só a partir da educação, conseguiremos diminuir casos de intolerância e preconceito racial”, completou.

A vice-prefeita de Barra Mansa, Fátima Lima, destacou a importância do projeto para o reconhecimento da contribuição dos povos africanos e dos afros-descendentes em nossa formação atual, na área social, econômica e política. “Dos caminhos possíveis, propor a igualdade e a valorização da cultura afro, ainda é o mínimo que se pode fazer em prol da contribuição fundamental na qual os mesmos registraram seus saberes, base para toda a construção do nosso país”, finalizou.