O duplo choque – do coronavírus e do preço do petróleo – sobre a economia internacional e seus efeitos diretos para o país, em especial para o estado do Rio, levaram a Firjan a rever suas projeções de crescimento para o produto interno bruto (PIB). Para o Rio, a previsão foi rebaixada de 1,9% para 1,1%, em 2020. Para o Brasil, passou de 1,8% para 1,2%.

A queda maior para a economia fluminense se deve à alta dependência do mercado de petróleo, agravada pela desvalorização do Real. Os impactos vão desde o maior déficit previdenciário até a redução dos investimentos previstos em óleo e gás, principal impulsionador do crescimento econômico do estado.

Na visão de Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da federação, o crescimento mais robusto da economia está postergado. “É uma crise gigantesca que ninguém podia imaginar, mas juntos, a sociedade e as empresas, nós vamos reconstruir esse futuro melhor. É importante que a sociedade saiba que é uma situação passageira”, frisa ele, para quem é fundamental que as empresas possam manter os empregos, durante esse momento de crise. “Estamos num cenário agudo”, observa Eduardo Eugenio.

No tocante ao coronavírus, Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan, explica que a mudança de perspectiva decorre da disseminação dos efeitos da doença pelo país, após os primeiros casos de contágio interno. Até então, o problema estava limitado aos setores com forte influência do comércio internacional.

“Diante disso, ações de contenção do vírus, como fechamento de espaços públicos, limitação de eventos com grandes públicos, redução de viagens nacionais e internacionais, paralisação de atividades produtivas, entre outras alterações no cotidiano, implicarão em custos econômicos diretos para o país”, esclarece.