Samuca Silva e secretário estadual Christiano Áureo discutiram desafios para o desenvolvimento do estado e do Sul Fluminense

O secretário Estadual da Casa Civil e de Desenvolvimento Econômico, Christiano Áureo, ministrou uma palestra na tarde desta segunda-feira, dia 2, no Hotel Bela Vista, em Volta Redonda. Com o tema ‘Desenvolvimento Econômico: Desafios e Oportunidades’, ele destacou a importância da cidade e da região Sul Fluminense para retomada da economia do país.

O secretário estadual confirmou ainda a informação que estão em processo de negociação à vinda de duas novas montadoras para o Sul Fluminense, mas não divulgou quais são elas e nem para qual cidade viria. “A retornada da economia do estado e do país passa por Volta Redonda e pelo Sul Fluminense”.

Samuca Silva destacou a importância da união entre as cidades do Sul Fluminense para o desenvolvimento econômico. “Estamos imbuídos de discutir toda a região, pois uma empresa instalada em Piraí pode beneficiar Volta Redonda e vice-versa. Estamos sendo incansável para voltar a nossa autoestima com geração de empregos. Volta Redonda tem um papel de liderança natural para todo o Sul Fluminense e também no estado do Rio de Janeiro”, destacou o prefeito Samuca Silva. Os prefeitos Luiz Antônio (Piraí) e Zé Omar (Rio Claro) também participaram do encontro.

O prefeito de Volta Redonda destacou as conquistas do atual gestão para o desenvolvimento econômico: “Mesmo momentos de crise do estado e do país, conseguimos sair do Cauc (SPC e Serasa das prefeituras); criamos o projeto Alvará Fácil, que desburocratiza a abertura de empresas; criamos a Central Única de Compras; estamos revisando o Plano Diretor e implementamos o Regin”, elencou o prefeito de Volta Redonda, que está negociando a vinda de duas empresas para o município.

Incentivo fiscal

Cristiano Áureo abordou os desafios para a retomada do desenvolvimento econômico do Estado durante sua fala para os empresários. Ele deu atenção especial à questão dos incentivos aos empreendedores. “O fiscal não pode ser a única face do governo que o empresário conhece. O Estado do Rio tem que mostrar antes sua face apoiadora”, disse.

Para o secretário estadual, o incentivo fiscal não é um privilégio e o empresário recebe uma desoneração que deve retornar na forma de  empregos e mesmo de impostos arrecadados.

“Os cálculos do volume de incentivos fiscais no Estado do Rio nos últimos nove anos foram refeitos, para excluir coisas como o transporte de equipamentos ou de vasilhames de bebidas, de gás e similares, que não geram arrecadação e eram lançados como incentivos. Com isso, chegamos a uma conta de R$ 45 bilhões no período, ou seja, R$ 5 bilhões por ano, que foram parcialmente compensados por R$ 2,5 bilhões anuais recolhidos em impostos que não existiram sem os incentivos”, frisou o secretário.