SMIDH recebeu representantes de serviço social e psicologia de oito municípios vizinhos

A Secretaria de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos de Volta Redonda recebeu na manhã desta quinta-feira, dia 17, representantes de oito municípios do Médio Paraíba para uma capacitação sobre a Casa Abrigo Regional de Permanência Breve Deiva Ramphini Rebello. A primeira atividade de qualificação abordou o tema ‘Fluxo de Atendimento e Acompanhamento’ e contou com uma palestra da psicóloga do Centro Especializado de Atendimento a Mulher Chiquinha Gonzaga, (CEAM), Waleria Regina Coutinho Gonzalez.  

De acordo com a secretária de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos, Dayse Penna, existe toda uma rede mobilizada para atender a mulher que é vítima de violência e necessita do abrigo.  “Precisamos fortalecer ainda mais essas políticas de atendimento as mulheres da região. O abrigo é regional e atende a mulheres das cidades vizinhas. Nosso objetivo é traçar metas e cumprir, nossa pasta trabalha com um esquema de trabalho de empoderamento dessa mulher, para que ela se restabeleça na vida. E o município de Volta Redonda conta com a Patrulha Maria da Penha que ajuda nesse trabalho de proteção da mulher com medida protetiva”, contou.  

Volta Redonda conta com o Centro Especializado de Assistência à Mulher, (Ceam) que oferece apoio jurídico, psicológico e assistencial às mulheres vítimas de violência.

 O prefeito Samuca Silva, destacou a importância de cada município capacitar e criar políticas públicas resolutivas para o enfrentamento a violência. “O abrigo é a última alternativa para que essa mulher sobreviva, após ter seus direitos violados. Nós como gestores temos que criar alternativas para o enfrentamento a violência. O abrigo regional é uma rede que necessita da colaboração de todos os municípios envolvidos para fortalecer essas políticas públicas para as mulheres”, disse.  

Segundo Mariana Pimenta, assistente social, a palestra foi esclarecedora para compreender a extrema importância do abrigo.  Conseguimos compreender que precisamos trabalhar no fortalecimento e atendimento a mulher vítima de violência. Esse trabalho deve ser acompanhado por toda a rede de assistência, junto aos outros órgãos responsáveis. Estamos felizes pela conquista para nossa região, pois sabemos da relevância do trabalho”, contou.  

A ‘Casa Abrigo de Permanência Breve’, é o local onde ficam provisoriamente mulheres que correm o risco de serem assassinadas por seus maridos, namorados ou companheiros. Atualmente espaço conta com 12 vagas para mulheres e seus filhos. As vítimas poderão ficar no local por um período de até 15 dias e contarão com assistência jurídica e psicossocial. Para a psicóloga Waleria Regina Coutinho Gonzalez, existe todo um processo para que essa medida seja tomada.  

“A mulher que fica no abrigo fica isolada do mundo. Sem acesso a nada, por isso é importante esse contato. Muitas estão com filhos que também são vítimas de violência, estão traumatizados. Nós temos que ajudar para que essa mulher volte a ter uma vida saudável”, disse.